18 março 2011

ASSEPSIA ! -- VC SABE O QUE É ISSO?

ASSEPSIA ! -- VC SABE O QUE É ISSO?



Aconteceu em Cingapura:

Um Militar, com mão de ferro, assumiu o comando do país.
Em seis meses, dos cerca de 500 mil presidiários sobraram somente 50.
Todos os outros (criminosos confessos) foram fuzilados.
Todo homem público (político, policial, etc) corrupto foi fuzilado (Existiam milhares de provas contra eles).

Todos os empresários ladrões foram fuzilados ou fugiram rapido do país.
Aquela multidão de drogados que ficavam dormindo nas ruas, fugiram desesperados para a Malásia, para não terem que trabalhar ou seriam fuzilados.

Tinha uma mensagem de televisão onde o novo governo avisava que o país estava com câncer e que a única solução era extirpá-lo.
Tipo, se algum parente seu foi extirpado, compreenda, ele era um câncer para a nação.

De pois de ter feito toda a limpeza no país, reorganizado o sistema político, judiciário e penal, esse militar convocou eleições diretas e se candidatou para presidente.

Venceu as eleições com 100% dos votos.

Hoje, Cingapura é um dos paises mais seguros de se morar. E um dos mais desenvolvidos, e mais seguros que os Arrogantes Estados Unidos, Inglaterra, ou Israel.

Já no avião, a ficha de desembarque tem um "DEAD" (morte) bem
grande em vermelho e a explicação da penalidade sobre o porte
de drogas. Qualquer droga.

Com zero virgula nada de cocaína encontrada, o sujeito ou é sumariamente fuzilado, ou é condenado a prisão perpétua com trabalhos forçados.

Um surfista brasileiro, tentou entrar em Cingapura com uma prancha de surf recheada de cocaína. Óbvio que ele traçou a sua própria morte.
E a mãe do jovem traficante apareceu na TV pedindo para o Lula interceder pelo filho, não adiantou nada. Nem mãe, nem Lula, nem protestos evitaram o cumprimento da lei.

Nos hoteis, os "Guias da Cidade" tem uma página explicando que a polícia de Cingapura garante a integridade física de qualquer mulher 24 horas por dia (isso porque na antiga Cingapura, sem lei e ordem, as mulheres que saíam sozinhas eram estupradas e ou mortas).
O chiclete é proibido em Cingapura, pelo simples fato de que, se jogados no chão sujam as calçadas da cidade. Distribuir panfletos, sem chance.
Só em lojas e não devem ser entregues as pessoas, que, se os quiserem pega-os em uma gôndola ou suporte. Jogar no chão então... dá multa cara.

Ano retrasado, a secretária local de um amigo, que estava fazendo um trabalho por lá, foi seguida pela polícia desde sua casa até o trabalho.

Quando chegou no trabalho ligou a seta do carro para entrar no prédio, a polícia deu-lhe sinal para que ela parasse.

Um dos polic iais veio até a janela do seu carro e disse: "Como a Sra. sabe, estamos fazendo uma campanha de civilidade no trânsito. Multando os infratores e dando bônus a quem dirige corretamente. E a Sra., em todo o trajeto da sua
casa até aqui, não cometeu nenhuma infração. Parabéns! Aqui está um cheque de 100 dólares cingapurianos (equivalente a cerca de R$ 128,00) e pediria para a Sra. assinar o recibo, por favor.

Sabem de uma coisa?
O BRASIL tem solução..... mas eu acho que
a população não vai chegar a 20 mil habitantes!
Fonte Policiais e Bombeiros do Brasil

http://policialbr.ning.com/opensocial/ningapps/show?appUrl=http%3A%2F%2Fslinkning.com%2Fspec.xml%3Fning-app-status%3Dnetwork&owner=03ulz31gntyhg

14 março 2011

POETA MANOEL DE BARROS

MANOEL DE BARROS: POEMAS, POESIA, ANÁLISE CRÍTICA, BIOGRAFIA, BIBLIOGRAFIA













sb: série poetas


MANOEL DE BARROS

"Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma."
Antoine-Laurent de Lavoisier


"Sabemos nós que poesia mexe com palavras e não com
paisagens. Por isso não sou poeta pantaneiro, nem ecológico.
Meu trabalho é verbal. Eu tenho o desejo, portanto, de mudar
a feição da natureza, pelo encantamento verbal."
Manoel de Barros


Manoel Wenceslau Leite de Barros (Cuiabá, Brasil, 19 de Dezembro de 1916) é o que se poderia chamar de alma humana inevitável, clarividente no corpo fisicamente espiritual como se tudo tivesse visto antes de vir ao mundo. E que visão feliz é esta? O poeta do Pantanal escuda-se na simples dicotomia entre coisificação do homem e humanização da coisa, fixando no seu solo tais premissas, permitindo-se alterar a substância natural e a partir daí reconstruir, dar vida (no caso das coisas, muitas delas objectos próximos da inutilidade, ou desutilidade como ele próprio diria), retirar vida ou colocá-la lado a lado com as restantes coisas (no caso do homem). Por isso, está claro que é uma poesia directamente literal (do ponto de vista linguístico), sendo que porém a literalidade é uma literalidade diferida, resolvidos os pressupostos iniciais. Nos poemas há como que um reequilíbrio do mundo, do peso das coisas, da importância das pessoas umas face às outras; há uma comunicabilidade entre todos os elementos do mundo, a que não é alheio, talvez, o facto de Manoel de Barros ter nascido à beira do Rio Cuiabá, ter vivido em Campo Grande, onde foi fazendeiro e criador de gado. Esse contacto com a natureza fê-lo buscar incessantemente a génese, os pontos mínimos, os inícios de sociedade, os primeiros olhares em direcção à realidade, passando a ter, na sua poesia, o Pantanal como pano de fundo.

Em Poemas Concebidos sem Pecado (livro ilustrado por Jorapimo) há uma busca pela essencialidade (“sob o canto do bate-num-quara nasceu Cebeludinho / bem diferente de Iracema / desandando pouquíssima poesia / e que desculpa a insuficiência do canto / mas explica a sua vida / que juro ser o essencial”), pela inocência de uma infância de traquinice, alegria e êxtase (são usuais as exclamações), e um certo deambulismo, contemplação e qualificação (“pela rua deserta atravessa um bêbado comprido / e oscilante / como bambu / assobiando”).
Em Compêndio para Uso dos Pássaros (também o nome da Poesia Reunida do autor, em Portugal, editado pelas extintas Edições Quasi) há um aprimoramento da metáfora, que é aberta e narrativa, um esforço maior de retirar as coisas do contexto natural e introduzi-las num outro, bem mais visceral (ex: “Jacaré comeu minha boca do lado de fora”; “ainda estavam verdes as estrelas / quando eles vinham / com seus cantos rorejados de lábios. / Os passarinhos se molhavam de / vermelho na manhã / e subiam por detrás de casa para me / espiarem no vidro”).

Na obra Gramática Expositiva do Chão, o autor adopta uma discursividade quase política tal a importância e o tratamento que dá às situações que retrata e poetifica. De modo a aumentar a intensidade do discurso, faz enumerações de objectos, alguns deles de uso pessoal, fazendo paralelismos entre realidades díspares, num discurso em que a harmonia final é eivada de compaixão, de esquecimentos parciais e de janelas abertas para um mundo retido no seu tempo e espaço.

Manoel de Barros acredita na superfície das coisas simples, na sua razão autónoma, aprofundando-lhes a estética, desdobrando-lhes a alma. Uma das características da sua obra é precisamente, e quanto a mim, este jogar com o superficial, sendo profundo; este jogar com os desnivelamentos dos elementos, mantendo-se verdadeiro e natural. O autor enquadra-se naquilo que ele chama de «vanguarda primitiva», virtude e dom pela fascinação e obsessão pelo primitivo, pelo elementar e selvagem. Mas há ainda um recriar deste natural. É um natural, eu diria, «infranatural», pois apropria-se dos elementos naturais e quase que lhes subverte a sua ordem mais irrepreensível.
Por outro lado, esta busca pelo primitivo não quer dizer que ele sempre busque o puro, a purificação, o ausentar-se dos problemas mundanos. É sim, como se tem vindo a dizer, a criação de um novo mundo moldado por uma certa reprodução de um passado, uma busca por um certo alheamento, um olhar diferente, muitas vezes remetido para a infância, vislumbrando-se nas entrelinhas o enorme contraste com o mundo dos nossos dias, de que Manoel de Barros também faz parte.
Assim, num dos poemas do livro Matéria de Poesia, ele faz o elogio à poesia, mas não, a meu ver, enquanto género literário. É mais do que isso. É a poesia enquanto vida, enquanto modo de vida (“todas as coisas cujos valores podem ser / disputados no cuspe à distância / servem para poesia”), enquanto (des)importância das coisas e busca pelo seu peso certo (“tudo aquilo que a nossa / civilização rejeita, pisa e mija em cima, serve para poesia”). Na obra vê-se um discurso dialogante. Os diálogos, principalmente na segunda parte do livro, dão-lhe vivacidade e dinamismo, a par com a pontuação expressiva (pontos de interrogação, exclamação e reticências).

Dá-se no poeta como que uma reciclagem dos materiais poéticos. E isto também se explica com o facto de ele tudo tratar como Coisa, até aquilo que de mais humano há. Tudo é aproveitável, porque transformável, fundível (quase que a máxima de Lavoisier se aqui aplica). Há linguagens que se atravessam e deixam o seu uso normal em ordem a experimentarem um outro. Ainda no mesmo livro, ilustrando isso, diz o poeta: “a cidade mancava de uma rua até certo ponto; depois os cupins a comiam”. Este entrecruzar de linguagens, normalmente dentro do contraste interno da mesma dicotomia homem/coisa, sendo dinâmico, ora com imagens, ora com metáforas (por vezes próximas da alegoria), serve para encurtar as distâncias entre tudo, apresentando, em minha opinião, uma consciência de vida em sociedade, na coesão de um grupo. E que sentido tudo isto faz vivendo o autor num país que tem atravessado toda espécie de problemas, a que ninguém é (ou pode ser) alheio.


Escrever é perpetuar um momento, verdadeiro ou não. Não escrever e sentir é respeitar a natureza (de passagem) do seu exército de músculos e civilizações de saudade. Diferente de gostar de escrever é apreciar sentir a língua invisível nas palavras quando surgem e se alojam num texto. Tudo isto se representaria num círculo que começaria em branco, apenas com o contorno a negro. O ponto central também estaria a negro e seria a fortaleza a que damos o nome de «sentir». Quando o acto começa, e as palavras surgem, o círculo começaria a colorir-se, de fora para dentro, com uma cor forte (podia ser vermelho). Com essa cor galopante dar-se-ia, ou não, a erosão da areia branca desse branco por colorir. A partir daí veríamos de que modo a fortaleza, o nosso ponto que indica o sentir, reagiria. Se se manteria inalterado esperando que o mar vermelho lhe tocasse, se sofreria com o efeito de arrastamento que o branco restante arrastado pela cor sofreria, se procuraria um outro círculo. Se o objectivo do acto fosse verdadeiro, a naturalidade do vermelho chegaria ao ponto negro, cobrindo todo o branco, o branco que representa o vazio. O ponto negro manter-se-ia inalterado naquele momento, deixando-se banhar a penumbra do bem-estar. Dentro desta minha imagem teórica, a poesia de Manoel de Barros surge como esta penumbra do bem-estar: o ponto negro no meio do círculo, com vermelho à volta. Há no autor, em função desta naturalidade, um escrever não escrevendo. Barros não faz da realidade e da escrita (com ficção ou sem ficção) realidades estanques. Ambas fazem parte do viver.

Poemas seleccionados de Manoel de Barros:
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INFANTIL
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O menino ia no mato
E a onça comeu ele.
Depois o caminhão passou por dentro do corpo do menino
E ele foi contar para a mãe.
A mãe disse: Mas se a onça comeu você, como é que
o caminhão passou por dentro do seu corpo?
É que o caminhão só passou renteando meu corpo
E eu desviei depressa.
Olha, mãe, eu só queria inventar uma poesia.
Eu não preciso de fazer razão.

Manoel de Barros
em Tratado geral das grandezas do ínfimo
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UM SONGO
.
Aquele homem falava com as árvores e com as águas
ao jeito que namorasse.
Todos os dias
ele arrumava as tardes para os lírios dormirem.
Usava um velho regador para molhar todas as
manhãs os rios e as árvores da beira.
Dizia que era abençoado pelas rãs e pelos
pássaros.
A gente acreditava por alto.
Assistira certa vez um caracol vegetar-se
na pedra
mas não levou susto.
Porque estudara antes sobre os fósseis linguísticos
e nesses estudos encontrou muitas vezes caracóis
vegetados em pedras.
Era muito encontrável isso naquele tempo.
Até pedra criava rabo!
A natureza era inocente.

P.S:
Escrever em Absurdez faz causa para poesia
Eu falo e escrevo Absurdez.
Me sinto emancipado.

Manoel de Barros
Inédito


PARREEDE!
Quando eu estudava no colégio, interno,
Eu fazia pecado solitário.
Um padre me pegou fazendo.
- Corrumbá, no parrrede!
Meu castigo era ficar em pé defronte a uma parede e
decorar 50 linhas de um livro.
O padre me deu pra decorar o Sermão da Sexagésima
de Vieira.
- Decorrrar 50 linhas, o padre repetiu.
O que eu lera por antes naquele colégio eram romances
de aventura, mal traduzidos e que me davam tédio.
Ao ler e decorar 50 linhas da Sexagésima fiquei
embevecido.
E li o Sermão inteiro.
Meu Deus, agora eu precisava fazer mais pecado solitário!
E fiz de montão.
- Corumbá, no parrrede!
Era a glória.
Eu ia fascinado pra parede.
Desta vez o padre me deu o Sermão do Mandato.
Decorei e li o livro alcandorado.
Aprendi a gostar do equilíbrio sonoro das frases.
Gostar quase até do cheiro das letras.
Fiquei fraco de tanto cometer pecado solitário.
Ficar no parrrede era uma glória.
Tomei um vidro de fortificante e fiquei bom.
A esse tempo também eu aprendi a escutar o silêncio
das paredes.

Manoel de Barros
em Memórias Inventadas,
As infâncias de Manoel de Barros
.
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APRENDIMENTOS

O filósofo Kierkegaard me ensinou que cultura é
o caminho que o homem percorre para se conhecer.
Sócrates fez o seu caminho de cultura e ao fim
falou que só sabia que não sabia de nada. Não tinha
as certezas científicas. Mas que aprendera coisas
di-menor com a natureza. Aprendeu que as folhas
das árvores servem para nos ensinar a cair sem
alardes. Disse que fosse ele caracol vegetado
sobre pedras, ele iria gostar. Iria certamente
aprender o idioma que as rãs falam com as águas
e ia conversar com as rãs. E gostasse mais de
ensinar que a exuberância maior está nos insetos
do que nas paisagens. Seu rosto tinha um lado de
ave. Por isso ele podia conhecer todos os pássaros
do mundo pelo coração de seus cantos. Estudara
nos livros demais. Porém aprendia melhor no ver,
no ouvir, no pegar, no provar e no cheirar. Chegou
por vezes de alcançar o sotaque das origens.
Se admirava de como um grilo sozinho, um só pequeno
grilo, podia desmontar os silêncios de uma noite!
Eu vivi antigamente com Sócrates, Platão, Aristóteles –
esse pessoal. Eles falavam nas aulas: Quem se
aproxima das origens se renova. Píndaro falava pra
mim que usava todos os fósseis linguísticos que
achava para renovar sua poesia. Os mestres pregavam
que o fascínio poético vem das raízes da fala.
Sócrates falava que as expressões mais eróticas
são donzelas. E que a Beleza se explica melhor
por não haver razão nenhuma nela. O que mais eu sei
sobre Sócrates é que ele viveu uma ascese de mosca.


Manoel de Barros
em Memórias Inventadas,
As infâncias de Manoel de Barros
.
.
ÁRVORE

Um passarinho pediu a meu irmão para ser a sua árvore.
Meu irmão aceitou de ser a árvore daquele passarinho.
No estágio de ser essa árvore, meu irmão aprendeu de
sol, de céu, e de lua mais do que na escola.
No estágio de ser árvore meu irmão aprendeu para santo
mais do que os padres lhes ensinavam no internato.
Aprendeu com a natureza o perfume de Deus.
Seu olho no estágio de ser árvore aprendeu melhor
o azul.
E descobriu que uma casca vazia de cigarra esquecida
no tronco das árvores só presta para poesia.
No estágio de ser árvore meu irmão descobriu que as
árvores são vaidosas.
Que justamente aquela árvore na qual meu irmão se
transformara, envaidecia-se quando era nomeada para
o entardecer dos pássaros.
E tinha ciúmes da brancura que os lírios deixavam nos
brejos. Meu irmão agradeceu a Deus aquela
permanência em árvore porque fez amizade com muitas
borboletas.

Manoel de Barros
em Ensaios Fotográficos

RETRATO QUASE APAGADO EM QUE SE PODE VER PERFEITAMENTE NADA

1.

Gravata de urubu não tem cor.
Fincando na sombra um prego ermo, ele nasce.
Luar em cima de casa exorta cachorro.
Em perna de mosca salobra as águas se cristalizam.
Besouros não ocupam asas para andar sobre fezes.
Poeta é um ente que lambe as palavras e depois se alucina.
No osso da fala dos loucos têm lírios.

3.

Tem 4 teorias de árvore que eu conheço.
Primeira: que arbusto de monturo agüenta mais formiga.
Segunda: que uma planta de borra produz frutos ardentes.
Terceira: nas plantas que vingam por rachaduras lavra um poder mais lúbrico de antros.
Quarta: que há nas árvores avulsas uma assimilação maior de horizontes.

7.

Uma chuva é íntima
Se o homem a vê de uma parede umedecida de moscas;
Se aparecem besouros nas folhagens;
Se as lagartixas se fixam nos espelhos;
Se as cigarras se perdem de amor pelas árvores;
E o escuro se umedeça em nosso corpo.

9.

Em passar sua vagínula sobre as pobres coisas do chão, a
lesma deixa risquinhos líquidos...
A lesma influi muito em meu desejo de gosmar sobre as
palavras
Neste coito com letras!
Na áspera secura de uma pedra a lesma esfrega-se
Na avidez de deserto que é a vida de uma pedra a lesma
escorre. . .
Ela fode a pedra.
Ela precisa desse deserto para viver.

11.

Que a palavra parede não seja símbolo
de obstáculos à liberdade
nem de desejos reprimidos
nem de proibições na infância,
etc. (essas coisas que acham os
reveladores de arcanos mentais)
Não.
Parede que me seduz é de tijolo, adobe
preposto ao abdomen de uma casa.
Eu tenho um gosto rasteiro de
ir por reentrâncias
baixar em rachaduras de paredes
por frinchas, por gretas - com lascívia de hera.
Sobre o tijolo ser um lábio cego.
Tal um verme que iluminasse.

12.

Seu França não presta pra nada -
Só pra tocar violão.
De beber água no chapéu as formigas já sabem quem ele é.
Não presta pra nada.
Mesmo que dizer:
- Povo que gosta de resto de sopa é mosca.
Disse que precisa de não ser ninguém toda vida.
De ser o nada desenvolvido.
E disse que o artista tem origem nesse ato suicida.

13.

Lugar em que há decadência.
Em que as casas começam a morrer e são habitadas por
morcegos.
Em que os capins lhes entram, aos homens, casas portas
a dentro.
Em que os capins lhes subam pernas acima, seres a
dentro.
Luares encontrarão só pedras mendigos cachorros.
Terrenos sitiados pelo abandono, apropriados à indigência.
Onde os homens terão a força da indigência.
E as ruínas darão frutos

Manoel de Barros
em O Guardador de Águas
.
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Obra inclui:

* 1937 — Poemas concebidos sem pecado
* 1942 — Face imóvel
* 1956 — Poesias
* 1960 — Compêndio para uso dos pássaros
* 1966 — Gramática expositiva do chão
* 1974 — Matéria de poesia
* 1980 — Arranjos para assobio
* 1985 — Livro de pré-coisas
* 1989 — O guardador das águas
* 1990 — Gramática expositiva do chão: Poesia quase toda
* 1993 — Concerto a céu aberto para solos de aves
* 1993 — O livro das ignorãças
* 1996 — Livro sobre nada
* 1996 — Das Buch der Unwissenheiten - Edição da revista alemã Akzente
* 1998 — Retrato do artista quando coisa
* 2000 — Ensaios fotográficos
* 2000 — Exercícios de ser criança
* 2000 — Encantador de palavras - Edição portuguesa
* 2001 — O fazedor de amanhecer
* 2001 — Tratado geral das grandezas do ínfimo
* 2001 — Águas
* 2003 — Para encontrar o azul eu uso pássaros
* 2003 — Cantigas para um passarinho à toa
* 2003 — Les paroles sans limite - Edição francesa
* 2003 — Todo lo que no invento es falso - Antologia na Espanha
* 2004 — Poemas Rupestres
* 2005 — Riba del dessemblat. Antologia poètica — Edição catalã (2005, Lleonard Muntaner, Editor)
* 2005 — Memórias inventadas I
* 2006 — Memórias inventadas II
* 2007 — Memórias inventadas III
* 2010 — Menino do Mato
* 2010 — Poesias Completas

11 março 2011

Concurso público para Sd PM 500 vagas

Concurso público para seleção de Sd PMESP

Vagas: 500
Valor da inscrição através de documento de arrecadação na rede Nossa Caixa:
R$ 50,00
Valor da inscrição através de boleto bancário nas agências bancárias e na rede Nossa Caixa:
R$ 50,00


POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO
DIRETORIA DE PESSOAL
DIVISÃO DE SELEÇÃO E ALISTAMENTO

São Paulo, 28 de fevereiro de 2011

CONCURSO PÚBLICO PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR

A Polícia Militar do Estado de São Paulo divulga a publicação de edital para o preenchimento de 500 (quinhentos) cargos de Soldado, mais os que vierem a existir, obedecendo aos critérios da conveniência e oportunidade da Administração Pública. Vencimentos iniciais no valor de R$ 2.170,00 (dois mil cento e setenta reais).
O Edital deve ser consultado no Diário Oficial do Estado (D.O.E) - Nº 39, de 26 de fevereiro de 2011, Executivo I, página 139.
Nele encontram-se todas as informações sobre a realização do concurso. É importante que o candidato leia atentamente todo o edital.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1. O candidato escolherá onde realizará as Provas de Escolaridade (Partes I e II), dentre 11 (onze) municípios do Estado: Araçatuba, Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba.
As demais etapas serão realizadas exclusivamente na cidade de São Paulo.
2. Os requisitos para ingresso devem ser comprovados na data de posse, em 03 de abril de 2012.
3. O concurso será de Provas e Títulos, composto das seguintes etapas:
a. Prova de Escolaridade (Partes I e II);
b. Prova de Condicionamento Físico;
c. Exames de Saúde;
d. Exames Psicológicos;
e. Investigação Social;
f. Análise de Documentos e Títulos.

REQUISITOS PARA INGRESSO

a. ser brasileiro;
b. contar, no mínimo, com 18 (dezoito) e, no máximo 30 (trinta) anos de idade;
c. ter concluído o ensino médio ou equivalente;
d. estar em dia com as obrigações eleitorais;
e. estar em dia com as obrigações militares;
f. ser habilitado para a condução de veículo motorizado entre as categorias “B” a “E”;
g. ter boa conduta social, reputação e idoneidade ilibadas e não registrar antecedentes criminais;
h. não ter respondido e não estar respondendo a processo administrativo cujo fundamento possa incompatibilizá-lo com a função policial-militar, se agente público;
i. ter, no mínimo, descalço e descoberto, 1,65m (um metro e sessenta e cinco centímetros) de altura.

PROCEDIMENTOS PARA INSCRIÇÃO

As inscrições deverão ser realizadas somente pela INTERNET, no site www.vunesp.com.br, no período de 21 de março até 20 de abril de 2011.
O valor da inscrição será de R$ 50,00 (cinquenta reais) e poderá ser pago em qualquer agência bancária.

REDUÇÃO DO VALOR DA TAXA DE INSCRIÇÃO

O candidato terá direito à redução de 50% do valor do pagamento da taxa de inscrição, nos termos da Lei Estadual nº 12.782, de 20 de dezembro de 2007, desde que cumpridos, cumulativamente, os seguintes requisitos:
a. seja estudante regularmente matriculado em uma das séries do ensino médio, curso pré-vestibular ou curso superior, em nível de graduação ou pós graduação; e
b. perceba remuneração mensal inferior a 2 (dois) salários mínimos, ou estiver desempregado.

A solicitação da redução do valor da taxa de inscrição deverá ser feita ANTERIORMENTE à inscrição do candidato, nos dias 22 e 23 de março de 2011. Demais procedimentos verificar no edital.

CALENDÁRIO:

1. De 21 de março a 20 de abril de 2011: Período das inscrições;
2. 22 e 23 de março de 2011: Solicitação da redução do valor da taxa de inscrição;
3. A partir de 06 de abril de 2011: Publicação das solicitações deferidas.

MAIS INFORMAÇÕES:

Disque PM 0800.555.190,
Disque VUNESP 3874.6300
Fundação VUNESP - www.vunesp.com.br

DAVI NELSON ROSOLEN
Cel PM – Diretor de Pessoal

Fontes>

http://www.polmil.sp.gov.br/inicial.asp

http://policialbr.ning.com/

01 março 2011

Risco de morte p/ moradores de edificação de mais de 3 (três) andares em Dourados.

Moradores de edificação com mais de 3 (três) andares correm risco de morte em Dourados.

O Corpo de Bombeiros não tem equipamento adequado para combater incêndios de grandes e médias proporções em edifício em Dourados ,foi o que me confidenciou um Oficial.
O aumento de construção de edificações com mais de 3(três) pavimentos é crescente em nosso município como se pode notar, mas e quanto a segurança dos mesmos o que dizer.
É sabido que tosos prédios tem uma reserva estratégica de agua para uso em caso de incêndio, mas o que se vê é a utilização para o uso domestico dessa reserva estratégica.
As mangueiras em sua maioria estão com sua validade vencidas ou furadas devido o mau uso, extintores também, isso sem contar que a grande maioria dos moradores ou trabalhadores desses imóveis não estão preparados para conter um incêndio em edifício.
A coisa, portanto, é mais grave do que se possa imaginar. Está em jogo o grande risco de se ter que chorar além de grandes prejuízos materiais, a perda de vidas de inocentes.
Sim. Porque os sinistros de incêndio podem ocorrer por vários motivos, descargas elétricas da natureza, por curto-circuito (nas edificações ou na rede elétrica), por falha humana, negligência e imperícia, também.
É óbvio que ninguém deseja ver um estabelecimento comercial ou residencial, - estejam eles onde estiverem -, ardendo em chamas e seus moradores em pânico total, como já se viu acontecer em tantas e tantas cidades brasileiras.
Porém, é melhor prevenir do que remediar.
Entende-se assim, sobre Porto Velho, porque se ocorrer um incêndio em algum prédio com mais de quatro pavimentos e as pessoas ficarem isoladas na parte superior da edificação, se estará diante de uma catástrofe de proporções incalculáveis. Ou não?
É que o Corpo de Bombeiros não possui um caminhão equipado com Escada Magirus. E pelo visto, isso é coisa que continua sendo deixada de lado... Talvez porque uma Escada Magirus não dê votos.
Outra coisa: os “canais competentes” devem se debruçar sobre essa questão, antes que seja tarde de mais. Antes que a tristeza e o luto tomem conta da coletividade por conta desse indesejável descaso para com o Corpo de Bombeiro Militar de Dourados, que possui pessoal bem treinado e preparado para cumprir com o seu mister profissional, mas de nada adiantará isso, se eles não tiverem os equipamentos indispensáveis a debelação de um incêndio de grandes proporções. E um caminhão com uma Escada Magirus, portanto, é algo indispensável para situações dessa natureza.
Daí a pergunta que não quer calar: um caminhão de combate a incêndio com uma Escada Magirus é muito caro?
É óbvio que sim. É o que se pode responder imediatamente. Porém, qual é o valor de uma VIDA HUMANA? Ou muitas vidas humanas, principalmente se estas forem de inocentes?
É disso que estou falando. Não dar mais para aceitar esse descaso com o Corpo de Bombeiro Militar, e muito menos com a população Douradense, assim como, com a população dos municípios do nosso redor. O governo federal, o governo estadual, o governo municipal e o empresariado devem se unir para resolver essa questão que é algo prioritário para a coletividade, ou seja, entregar aos HOMENS DO FOGO, o mais urgente possível, um caminhão equipado com uma moderna Escada Magirus.
Chega de protelações. Chega de empurra-empurra. Chega de enrolação. Chega de desculpas esfarrapadas em relação ao assunto. A colocação está sendo feita em prol do bem estar geral da coletividade. Aliás, está faltando que algum político de visão também encampe está idéia. Também pelo fato que o equipamento mencionado pode ser comprado através de pagamento parcelado.

O semianalfabeto Tiririca vai integrar a comissão de Educação da Câmara

Pior do que estava ficou. O semianalfabeto Tiririca vai integrar a comissão de Educação da Câmara

O deputado federal que teve de provar na Justiça que não era analfabeto para tomar posse volta a assombrar o país. Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), irá mesmo participar da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Surgido no picadeiro e alçado a Brasília como o parlamentar mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos em São Paulo, o palhaço foi confirmado , nesta sexta-feira, como membro titular do grupo.

A comissão será presidida por Fátima Bezerra (PT-RN). Tiririca foi indicado pelo partido e sua participação foi confirmada pelo líder do PR, Lincoln Portela (MG). Assim que assumiu o mandato, Tiririca havia revelado, meio à brinca, meio à vera, que desejava integrar a comissão, como revelou a coluna "Extra, Extra!", no último dia 2. Muitos acharam que era piada. Grande engano.

Procurado, Tiririca não quis falar sobre o assunto. Segundo Lincoln Portela, ser humorista credenciou o deputado-palhaço ao posto:

— Ele foi indicado pelo fato se ser um humorista de êxito no Brasil. Evidentemente que esperamos que ele tenha ideias principalmente na área de cultura. Se ele não fosse a personalidade que é e não tivesse a tremenda audiência junto aos eleitores, ele não seria escolhido. É claro que esperamos as ideias sem apelações. Ele mostrou que é um homem gabaritado, uma pessoa alegre e um ótimo interlocutor junto à sociedade.

De mau gosto

No Rio, a novidade soou como piada de mau gosto para dois ex-secretários estaduais de Educação.

— Acho que os deputados têm que avaliar se não há outros com experiência na área, como ex-reitores e professores. Apesar do direito dele, não é o melhor nome. Falta conhecimento a ele. Se educação é um assunto muito complexo para quem entende, imagine para quem não é do ramo — afirmou William Campos, atual titular da pasta em Petrópolis.

— Acho que ele deveria ficar de fora das comissões até aprender o que é ser parlamentar e não trazer prejuízo à educação do pais, porque, ao contrário do que ele pensa, pode piorar — disparou Cláudio Mendonça, hoje secretário em Niterói.

Já a secretária de Educação do Rio, Claudia Costin, foi sucinta:

— Fiquei triste.

 Para ex-secretário, deputado não tem compromisso

Fazendo da campanha eleitoral um picadeiro eletrônico na televisão, Tiririca se promoveu com o bordão "pior do que tá, não fica". Fantasiado a caráter, o humorista se tornou um fenômeno de votos. Não satisfeito, admitiu para o respeitável público que não tinha a menor ideia do que seria o trabalho de um parlamentar:

— Você sabe o que faz um deputado federal? Eu também não. Vote em mim que eu te conto.

Na opinião de Cláudio Mendonça, Tiririca exagerou na galhofa e não teria credibilidade para integrar a Comissão de Educação.

— O relacionamento dele com a educação não é a questão. Ser ou não analfabeto não é o fato mais grave que o descredenciaria a participar da comissão. Para mim, o problema principal foi ele ter se apresentado à população como uma pessoa que desconhece o papel do parlamentar e se mostrar orgulhoso disso, em vez de se informar, estudar e procurar saber o que faz um deputado — afirmou o secretário de Educação de Niterói, antes de arrematar: — Isso mostra o descompromisso dele. Ele não sabe e não quer saber o que é ser um deputado. Isso é um total absurdo.

Se os secretários de Educação das principais cidades do Rio desaprovaram a indicação de Tiririca, a reação à sua escolha não foi diferente entre os professores.

— Isso é a banalização da política pública de educação, um total desrespeito — critica o coordenador-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe), Danilo Serafim:

— Na verdade, o Tiririca é um sem-diploma que usurpa a educação para fazer política. Ele é mais um a fazer isso. Esse é o tratamento que a educação recebe dos Tiriricas da vida no país, que tratam o caso como querem, com descaso. Isso não é nenhuma novidade. A responsável por isso e por essa crise educacional é a classe política.

Ah, sim. Tiririca quer mais e já pediu para integrar, como suplente, a de Turismo e Esportes. Romário (PSB-RJ), o vice-presidente, que se prepare.

Fonte

http://www.policialbr.com/profiles/blogs/o-semianalfabeto-tiririca-vai#ixzz1FKxAgoGr